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Macaquinhos no sótão


Eu, mãe.

Eu me tornei um tipo de mãe completamente diferente do que eu imaginava. Em parte, pq não sabia que existiam tantas maneiras diferentes de maternar. Não sabia que eu precisaria fazer tantas escolhas e que muitas delas estariam baseadas não só no que sei, mas tb no que sinto. 

Antes de me tornar mãe, eu acreditava que seria uma mãe descolada, que colocaria minha filha na creche desde cedo, mesmo não havendo necessidade, pra poder passar minhas tardes com as amigas, fazer as unhas, resolver problema de banco, enfim, ter a minha vida "normal". Eu achava que teria uma geladeira cheia de danoninho, papinha nestlé e geléia de mocotó (amo muito tudo isso, hahahahaha). Achava que iria a todos os casamentos que vinham por aí, com bebê a tiracolo. Eu dizia que filho meu ia apanhar se fizesse algo errado e que deixar o bebê chorando no quarto não tem problema. 

Durante a gravidez, fuçando a internet, comecei a conhecer outras mães, outros papos, outros modos. E fui me abrindo pra uma nova possibilidade de maternagem.

Aí, ela nasceu. E fez uma reviravolta na minha cabeça. Tudo que eu achava que sabia caiu por terra. Virei mãe de sling, que anda com a cria colada ao corpo, que abre mão de qq programa pra não bagunçar o horário de sono, que só compra alimentos orgânicos e não abre mão de amamentar. Que não deixa a filha chorando "pra aprender a dormir sozinha" e que vai fazer das tripas coração pra não relar um dedo na criança, mesmo qdo der vontade. Que fica semanas sem saber o que é uma unha feita e não se importa. Que sente saudade dos amigos, mas prioriza o tempo com a filha. Que ama dormir, mas não está preocupada em saber qdo vai poder dormir uma noite inteira de novo. Que largaria o trabalho se pudesse e viraria mãe em tempo integral pra sempre. Que olha pra babá eletrônica a cada frase que escreve nesse texto, pra conferir se a filha continua dormindo seu soninho de beleza. 

Eu sempre fui "multi-tarefas" e fiz de tudo um pouco: faculdade, pós, inglês, dança, teatro, luta, curso de maquiagem, de informática, de sei lá mais o quê. Tudo isso pra descobrir que eu queria mesmo nessa vida era ser MÃE. 



Escrito por Bia às 21h40
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